RELATOS

 

carmo

Ser feliz é o mais importante
Carmo Dalla Vecchia, Responsável pela Comunidade Ipanema, CRJ; solteiro; 43 anos; ator;budista há 16 anos
A busca por um sentido à vida e pela realização de vários sonhos levou Carmo a abraçar o Budismo Nitiren. Com muita alegria, ele conta como a prática budista na BSGI mudou sua percepção do mundo.
“O Budismo Nitiren me fez manifestar uma grande energia vital para tentar transmitir o meu melhor a quem está à minha volta. Em meio a um mundo caótico, essa religião me fez pensar naquilo que realmente importa”, explica o ator sobre um dos maiores benefícios que poderia ter atingido.


Um novo sentido

A curiosidade por conhecer outros lugares, entender o sentido da vida e a busca pelo êxito profissional fizeram com que Carmo descobrisse o Budismo Nitiren por incentivo de um amigo. “A prática do budismo mudou a minha percepção de tudo que está ao meu redor. Entendi que todos os meus problemas e questões só existem para que eu tenha a chance de me aprimorar. O mundo é um reflexo do que eu carrego dentro de mim e, se não estou feliz com ele, cabe a mim transformá-lo. Não sou vítima de nada. Sou atuante em cada movimento que se relaciona comigo. Passei a ver as questões com mais seriedade e até a maneira de encarar a minha profissão mudou muito”, afirma.
Com os pais e as irmãs, ele morava na encatadora Santa Maria, Rio Grande do Sul. Na escola, não era um aluno genial. “Tinha dificuldade em me concentrar. Eu era muito elétrico.” Entretanto, já cultivava o desejo por saber mais, por ser bastante curioso. Anos mais tarde, determinado a conquistar seus objetivos, decidiu deixar sua cidade.
Ele se tornou membro da BSGI em 1997 e afirma: “Foi a minha prática que transformou o sentido e as razões da conquista de tantos desejos mundanos. Foi com ela que o meu coração começou a desejar
algo a mais no meu trabalho e que me fez ter a vontade de fazer a diferença na vida de quem assistia aos meus trabalhos”.
Carmo ainda diz: “Quando se é ator, sua função é muito relacionada à transmissão de ideias. Eu queria que as pessoas se questionassem sobre sua vida. Por meio do humanismo presente no budismo, entendo que preciso que você seja feliz para eu mesmo ser feliz também. Assim, eu me esforço para aplicar em todos os meus personagens os incentivos e os direcionamentos do presidente Ikeda”.
Ele lembra que se questionava do porquê de ser ator. Com a recitação do Daimoku, sua percepção do mundo e dos objetivos foi ampliada e ele afirma resolutamente: “Só tenho êxito hoje porque entendi quanto a minha profissão fala de mim. Minha prática não é careta, não me aprisiona. Você pode fazer aquilo que quiser, mas sempre sabendo que a responsabilidade pelos seus atos é sua. É difícil imaginar uma religião que não se conecta com o meu dia a dia, que não se relaciona diretamente com os pequenos e grandes movimentos da vida. É maravilhoso e libertador entender que estamos aqui para sermos felizes. O Budismo Nitiren se aplica a tudo em nossa vida”.
Para aprender e entender mais sobre o budismo, Carmo lê as orientações do presidente Ikeda no jornal Brasil Seikyo e na revista Terceira Civilização e fala: “Não acredito em uma prática sem estudo.Editora Brasil Seikyo Brasil Seikyo - Edição 2208 - 21/12/2013 - Pág.A7 - Relato

Ficaríamos cegos praticando algo que não entendemos. Não consigo me imaginar fazendo Chakubuku
simplesmente dizendo: ‘Pratica aí, depois me conta’. Sem poder basear essa prática em uma filosofia
humanista como a nossa, acharia difícil explicar a alguém onde o budismo entra na vida dessa pessoa”.


Minhas mãos
“No começo da prática”, diz Carmo, “minha oração era voltada a questões emergenciais como pagar o
aluguel e conseguir emprego. Conquistei muitas coisas que nem desejava tanto. Mas um dos maiores benefícios para mim, foi entender que não pratico o budismo para ganhar dinheiro e sim para ser feliz e dar sentido ao que está ao meu redor”, reflete o ator.
Hoje, Carmo é responsável de comunidade e quando está em gravação numa novela ou em turnê de
teatro, nem sempre consegue estar presente nas atividades. Por isso, busca usar a tecnologia a seu
favor. “Como nem sempre consigo estar presente nas reuniões, envio a programação aos outros líderes e membros, telefono e tento estar com o coração conectado ao deles. Não me culpo por essa ausência, afinal, meu trabalho também faz parte do Kossen-rufu”.
Para ele, ao pertencer à BSGI, é possível tirar dúvidas sobre os princípios budistas e fortalecer a unicidade com o mestre. E por falar em mestre, Carmo demonstra sua gratidão ao presidente Ikeda:
“Sem ele, não estaria praticando. Ikeda Sensei é o responsável pela minha prática budista e pela minha felicidade. Por mais perseguições e dificuldades que tenha enfrentado, o presidente Ikeda nunca se vitimizou. Ele empreende uma luta maravilhosa pelo mundo todo. A forma de agradecer e corresponder ao mestre é realizar o Chakubuku e nos esforçar para fazer a revolução humana”.
Carmo revela que sua irmã, Andrea, recebeu o Gohonzon por meio de seus incentivos em Santa Maria.
“Chakubuku é a confirmação de que a prática budista existe em você. Sinto que, quando não há dúvida
sobre a prática, você sabe o momento certo de falar, de ensinar aos outros. É também na Gakkai que aprendo a realizar o Chakubuku em gratidão ao mestre”.


A arte da vida

Carmo atuou em diversas novelas e peças teatrais. Hoje, é um dos protagonistas da novela Joia Rara da Rede Globo. Esse folhetim tem o budismo tibetano como religião predominante, o que causa a
curiosidade de muitas pessoas.
Seu personagem é um dos vilões da trama, o Manfred. Emoção e múltiplos sentimentos o envolvem a cada cena gravada. “Eu queria muito fazer esse personagem por ele ter características fortes e complexas. Às vezes, chego a gravar de 12 a 13 horas por dia”, diz.
Ele ressalta que “o grande benefício deste momento é que não deixo de recitar o Nam-myoho-rengue-kyo nem um dia sequer, por no mínimo uma hora. É a primeira novela que isso acontece e estou muito feliz por manter essa determinação diária. O Daimoku é o que me deixa atento
a tudo e a todos que estão à minha volta”.
Sobre o desafio de interpretar personagens difíceis, Carmo utiliza-se do escrito de Nitiren Daishonin, Abertura dos Olhos, para fazer uma analogia certeira: “Para realizar uma cena, é preciso olhar o outro.
Se meu olhar está fechado para o outro, nada acontece. E nesse caso a arte imita a vida”, afirma.
Em razão desse personagem e pelo tema da novela, Carmo esteve recentemente no Nepal, onde
algumas cenas foram gravadas. “A prática do budismo nesse local é diferente da que estamos acostumados. Fiquei admirado com a religiosidade presente no Nepal.”
Por fim, ele reforça quanto a prática é essencial em seu cotidiano: “O Daimoku é uma conexão diária com os ensinamentos e com a prática. Sem recitar Daimoku, o budismo fica apenas no campo das ideias. Os sofrimentos fazem parte da vida e o budismo me ensina a ser melhor para mim e para os outros. Por isso, repito que mais importante que ter sucesso é ser feliz com tudo o que fazemos e contribuir para as pessoas ao nosso redor serem felizes também. Isso é ser um praticante budista”.
Minha frase do Gosho
“Deve se tornar senhor da sua mente em vez de permitir à sua mente dominá-lo.” (END, v. I, p. 243.)

--------------------------------------------------------------------------------------

Fé e Prática em Ação!

 
 Presente de Luciene Andrade do Rio de Janeiro para todos nós.
Queridos amigos:

É com alegria que venho compartilhar com vocês da minha última experiência com a prática da fé, pois é na vida diária que comprovamos a grandiosidade deste budismo.

 
No final da noite da terça-feira (06/02) terminei o gongyo sentindo fortes dores abdominais, seguido de diarreia e vômitos. Dei entrada na emergência do Hospital Casa de Portugal, onde fui medicada. Porém, o plantão naquele início de madrugada estava bastante conturbado (vários pacientes graves). Decidimos então, eu e Luiza, voltarmos para casa.

Consegui descansar por algumas horas. Porém, as dores e os episódios de vômito voltaram com maior intensidade. Decidimos ir então ao Hospital Quinta DÓr, onde fiz exames laboratoriais e de imagem que diagnosticaram litíase renal (pedra) no rim esquerdo, que se dirigia ao canal da bexiga. O médico me explicou que, para cálculos de até 0,5 cm (o meu tinha 0,4cm) o procedimento é aguardar para que o próprio organismo cuidasse de expelir.

Voltei para casa com prescrição de antibiótico e antiinflamatório e com a recomendação de retornar quando as dores se intensificassem pois o prognóstico era que eu expelisse o cálculo nas próximas 24 horas. Na quinta eu não senti dor. Porém, na sexta as dores voltaram ainda maiores. Tentei resistir até a chegada do meu genro em casa, por volta das 18h, quando fui levada novamente ao Quinta Dòr.

Esta dor é considerada uma das mais severas pelos médicos e quem sou eu pra discordar, rss. Nunca havia sentido dor maior, nem quando tive cancer em 2000 (sentia dores mas pensava que eram gases,rs). No Quinta Dòr mais exames e decidiram então pela internação, pois além do cálculo já se encontrar no canal da bexiga eu havia contraído uma pielonefrite (infecção) e precisava receber medicamentos para combatê-la.

Fazia muito daimoku visualizando o caminho do cálculo até a bexiga para poder expelir de uma vez aquilo que me causava tanta dor. Mas em nenhum momento lamentei, ou reclamei.  
Pelo contrário, agradeci por mais uma oportunidade em minha vida de crescimento, cultivando em meu coração a certeza de que tudo daria certo. Decidi que não sentiria dor para expelir a pedra (não aguentava mais sentir tanta dor). Então, na manhã de sábado, eu acordei com uma vontade grande de urinar.

Peguei meu soro e fui para o banheiro. Senti um grande alívio ao urinar e quando me levantei, a surpresa: a pedra estava lá, no fundo do vaso sanitário. Havia expelido a pedra, sem sentir mais nenhuma dor, como havia determinado. Quando sai do banheiro fui contar para a equipe de enfermagem que ficou alegre com a notícia. A enfermeira virou-se na hora para o médico urologista e disse: "Ricardo, o que você acabou de dizer"?

O médico veio sorrindo ao meu encontro e disse: "quando você passou pro banheiro eu estava decidindo se iria optar por fazer um procedimento cirúrgico em você e que era a sua última chance de expelir a pedra naquele momento. Caso contrário entraria na faca".

Não precisei fazer a cirurgia. Mas teria de ficar até a segunda-feira para tratar a infecção. Mais uma vez, fiz daimoku de gratidão pela boa sorte de ver tudo correr da melhor maneira possível. 
No domingo, estava ao telefone com um amigo e dizia a ele que iria embora no mesmo dia. Ele duvidou, dizendo que provavelmente eu ficaria até segunda. Não deu outra, rs. Recebi alta no domingo, pois meu quadro evoluiu de maneira bastante satisfatória. É desta maneira que treinamos nosso itinen (determinação). De acordo com meu mestre:




"Dependendo de nossa determinação, podemos nos tornar felizes ou infelizes.
O ponto fundamental é que tipo de determinação mantemos. 
Enquanto orarmos ao Gohonzon e produzirmos a força vital do NAM-MYOHO-RENGUE-KYO brilhante como o sol, que é também a Lei eterna do universo, poderemos transformar sem falta todo tipo de carma. Por meio da recitação persistente do daimoku ao Gohonzon, espero que os senhores fortaleçam sua vitalidade e triunfem na sociedade, mostrando assim a prova real da revolução humana."

Isso não é por acaso.Minha boa sorte não é fruto de "loteria". É fruto de uma prática constante, de água corrente. 
É fruto de meus incansáveis esforços pela propagação deste maravilhoso ensinamento. Fruto de uma dedicação baseada na unicidade de mestre e discípulo, pois tenho total consciência de que, se não fossem os esforços do Dr. Daisaku Ikeda para propagar este ensino eu não estaria aqui contando esta história desta maneira. 

Eu vi várias pessoas sofrendo dentro daquele hospital. Eu mesma passei por grandes sofrimentos durante anos da minha vida. Aliás, o mesmo hospital que internei minha filha em 2007 e só eu e ela sabemos o quanto sofremos naquela época.

Quando determinamos transformar nossas vidas baseados na prática da fé com amor, comprometimento e responsabilidade, podemos transformar quaisquer circunstâncias por mais difíceis que possam parecer.  
Basta uma decisão. Basta querer se livrar de todas as crenças que te impedem de acreditar que você e mais ninguém é o protagonista da sua história e o que você mesmo "construiu" só você mesmo pode "desconstruir" e recomeçar uma nova história.

Porém, enquanto ficamos apegados ao passado, à crenças, valores que nos impedem de avançar, sofremos. É preciso em primeiro lugar, desapegar-se do sofrimento, pois muitas vezes, ainda que de forma inconsciente, temos um "ganho" com ele. E eu decidi ser feliz:

"Como membros desta grandiosa organização, que está se empenhando vigorosamente para propagar a Lei Mística, seus benefícios são ilimitados e imensuráveis.  


Todos vocês são honrados indivíduos que estão percorrendo o caminho dos budas e bodhisattvas. 
Além disso, por meio de sua prática, estão tornando possível que não apenas vocês atinjam a iluminação como também seus ancestrais e descendentes; vocês podem assim transmitir-lhes imensa boa sorte e fazer com que a felicidade absoluta permeie a vida deles. 
Vocês são a fonte de inesgotável benefício. É por isso que todos vocês são tão importantes. Reconhecer esse ponto traz uma ilimitada alegria. 
Não há a menor dúvida de que os budas e bodhisattvas das três existências e das dez direções irão protegê-los. Daishonin nos garante isso. 
Por favor, tenham a máxima convicção e avancem com coragem para alcançar uma série de brilhantes vitórias no próximo ano novamente."

Sensei, conte comigo. Muito obrigada!!

 

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Efeitos Extraordinários originam de Causas da mesma Intensidade!

 

Este é o primeiro relato de experiência do Ariel Ricci!
 
Meu nome e Ariel Ricci, sou uruguaio e moro no Brasil desde 1979. Conheci o Budismo de Nitiren Daishonin em 1995, através da minha atual esposa, Marly Contesini. Meu pai, Gilberto Ricci, de 83 anos, começou a orar Nam-Myoho-Rengue-Kyo aos 80 anos.
 
Na primeira quinzena deste ano de 2003, fomos notificados que, no prazo de quinze dias, deveríamos entregar o apartamento onde morávamos minha esposa, meu pai e eu em São Paulo.
 
 
Nossa reação foi tranqüila. Tínhamos convicção que orando com determinação ao Gohonzon, nossas orações seriam respondidas e acharíamos um outro apartamento para morar.
Iniciamos então uma campanha de daimoku, objetivando encontrar um apartamento com características semelhantes aquele onde estávamos morando.
 
Em poucos dias achamos um apartamento que julgamos apropriado para nossas condições. Começou então uma luta contra o tempo, para preencher os requisitos que nos possibilitassem alugá-lo.
 
Toda hora surgia um novo obstáculo. Com determinação continuávamos orando ao Gohonzon para concretizar nosso desejo de termos um bom local para morar e lutar prol do kossen-rufu.
A cada obstáculo que ultrapassávamos, surgia um novo. Até que se esgotou o prazo de entrega do apartamento e tivemos que nos mudar para a casa da mãe da minha esposa em Taubaté, interior de São Paulo.
 
Muitos poderão  perguntar se fomos derrotados. Se nossas orações não foram respondidas.
Em momento algum nos sentimos derrotados. A derrota seria deixar de acreditar no Gohonzon e no daimoku. E isso não aconteceu.
 
Minha esposa e eu tínhamos claro que nossas orações SIM tinham sido respondidas. A resposta era, claramente, NÃO!
 
"O Budismo de Nitiren Daishonin esta concebido para produzir efeitos drásticos em nossa vida diária e no nosso carma. Se isso não acontece, temos que nos perguntar o por quê. Por acaso Nitiren Daishonin não nos promete que nossas orações serão respondidas?
 
Todas nossas orações são respondidas com absoluta certeza, só que as vezes, a resposta é NÃO, às vezes, se estamos orando por algo que nos é prejudicial, a resposta e Não". (Greg Martin vice-diretor geral da SGI-USA -Centro Cultural de Seattle, 09.06.95)
 
Em Taubaté, começamos a orar para compreender o motivo dessa resposta "negativa".
 
Uma vez em Taubaté, cai numa profunda depressão. Passei vários dias sem querer sair do quarto. Não sentia vontade de comer e levei varias semanas negando-me a sair de casa.
Algumas semanas depois, compreendemos através do daimoku, que, na sua grande benevolência, o Gohonzon não permitiu que, mais uma vez, apelássemos ao "jeitinho brasileiro".
 
O Gohonzon estava dando-nos a oportunidade de transformar definitivamente nosso carma financeiro! Sentimos mais uma vez uma enorme gratidão por saber que não levaríamos para outras existências este carma. Mas  aí surgia outro grande desafio: como transformar esse carma? Como devíamos orar? O que devíamos fazer?
 
Minha pratica estava inconstante. Como fora durante meus oito anos de pratica. Sempre falava, brincando, que não precisava fazer muito daimoku, "para mim, quinze minutos de daimoku bastam para resolver meus problemas e conquistar meus objetivos".
 
Isso era verdade. Mas conseguia simplesmente "resolver meus problemas, conquistar meus objetivos, dar um jeito". Mas não é para isso que praticamos. Isso não era suficiente para transformar minha condição básica de vida, meu carma. Não foi para "quebrar galhos" que Nitiren Daishonin nos ensinou o Nam-Myoho-Rengue-Kyo e inscreveu o Gohonzon.
 
Pensando como mortais comuns, queríamos sair de Taubaté e ir morar em São Jose dos Campos, com a desculpa que seria melhor para desenvolver nossa empresa, em função do mercado.
 
Objetivamos uma casa com determinadas características num bairro gostoso de se morar. A casa deveria ter três quartos, uma sala ampla para a realizando de atividades da Gakkai e uma pequena edícula, e o preço não devia ultrapassar 500 reais. Tínhamos determinado que não aceitaríamos nada abaixo de nosso objetivo, conscientes que isso seria duvidar do poder do Gohonzon. Portanto, uma calúnia.
 
Chegamos a ir até São José dos Campos, onde achamos algumas casas mas, nenhuma era aquilo que tínhamos objetivado.
 
Enquanto isso, participávamos das atividades da Comunidade União em Taubaté.
Nesse período, reli um texto da Jeanny Chen (da SGI-USA) que eu mesmo tinha traduzido alguns meses atrás. A essência desse texto era que, para transformar algo em nossas vidas, primeiro devíamos fazer a causa.
 
Quase ao mesmo tempo, recebi e traduzi uma mensagem do Diretor do Departamento de Artistas da SGI-USA, Pascual Oliveira, para os membros de seu departamento em ocasião do 03 de Maio de 2003. Nela, Pascual, apesar de estar lutando contra o câncer, manifestava sua preocupação com a situação financeira dos seus companheiros artistas e os incentivava através de duas experiências suas.
 
Na primeira, relata que, no inicio da sua prática, pediu orientação a um dirigente para transformar sua situação financeira. 
 
Esse dirigente disse-lhe: "Se quiser transformar sua vida, deve fazer algo extraordinário". 
 
 
lnterrogado pelo Pascual sobre o que seria "algo extraordinário", o dirigente incentivou-o a orar duas horas de daimoku diariamente, sem falhar um dia sequer. Pascual respondeu que, pelas atividades profissionais que ele e sua esposa desempenhavam, isso era praticamente impossível. Ao que o dirigente disse-Ihe: "Por isso é que é algo extraordinário!".
 
A segunda experiência do Pascual foi quando recebeu na sua casa um jovem casal de praticantes japoneses. Eles tinham ido aos Estados Unidos somente por um dia para fazerem compras! Pascual percebeu que, apesar de sua juventude, eles tinham um poder aquisitivo muito alto.
 
Após o Gongyo e o jantar, perguntou como tinham conquistado esta magnífica condição financeira. A jovem respondeu que sempre tinha sido extremamente pobre, vivendo na miséria, e que tudo tinha mudado quando um veterano a incentivou a também "realizar algo extraordinário". No seu caso, o incentivo foi objetivar contribuir um kofu anual de 10.000 (não lembro se ienes ou dólares, para quem estava na miséria tanto faz) durante sete anos.
E ela tinha conseguido concretizar esse kofu durante sete anos consecutivos o que, por tabela, implicava ter uma excelente condição financeira.
 
Quase ao uníssono, minha esposa e eu determinamos fazer, cada um, duas horas diárias de daimoku durante sete anos, sem falhar um dia sequer, objetivando um kofu anual, individual, de 10.000 reais durante sete anos e a manutenção de um kaikan (centro cultural budista) a serviço dos membros.
 
Nesses mesmos dias, recebemos também um relato de Teruo Nakano, membro da Soka Gakkai em Tiba, Japão, relacionado a como já tinha  conseguido concretizar mais de 3.000 chakubukus (apresentar pessoas ao budismo)!!!
 
No seu relato, Teruo conta que o "segredo" foi quando, através de uma orientação do Ikeda Sensei (para outra pessoa), parou de orar com o sentimento de "quero fazer chakubuku naquela pessoa" e começou a orar "agradecendo por ter concretizado o chakubuku", "visualizando o chakubuku realizando a pratica".
 
Transferimos esta orientação para nossos objetivos e passamos a orar agradecendo por  termos concretizado a transformação de nosso carma financeiro, visualizando nossa casa como um "castelo do kossen-rufu" cheio de membros e chakubukus realizando a pratica na nossa casa. Agradecendo por poder estar realizando um kofu anual de 10.000 reais, cada um de nós. Agradecendo pela concretização de nosso desejo de manter um kaikan particular em prol do kossen-rufu.
 
Por outro lado, tínhamos bem claro que tudo dependia de nós. De nossa fé e determinação. De termos a profunda convicção que possuíamos a condição de manifestar, de nosso interior, o poder do Buda e da Lei, uma vez que nossas orações visavam o desenvolvimento do kossen-rufu na cidade.
 
Fizemos o juramento, perante o Gohonzon, que seríamos vitoriosos e mostraríamos a prova real que incentivariam outros e nos permitiria concretizar o chakubuku.
 
Iniciamos nossas duas horas diárias de daimoku no dia 14 de maio de 2003. Até hoje não falhamos um dia sequer. lsso não me surpreende na minha esposa. Mas eu nunca tinha conseguido fazer uma hora de daimoku durante alguns dias seguidos!
 
 
Se olhar para daqui a sete anos, meu desafio, era algo assustador assumir um compromisso assim! Mas estou fazendo como os alcoólicos anônimos: todo dia, quando acordo, determino "Hoje farei duas horas de daimoku".
 
Após 80 dias sem falhar nas duas horas diárias de daimoku, posso afirmar que é mais fácil  fazer duas horas do que uma. E muito mais prazeroso! Sem contar a sensação de vitoria quando concretizo as duas horas a cada dia!
 
Durante esse período acabamos nos envolvendo com a luta dos membros da Comunidade. Ficamos maravilhados com tantos "diamantes brutos" a serem lapidados. De suas vidas emana um profundo e sincero espírito de procura, absorvendo como esponjas tudo que é conversado ou estudado. A luta deles acabou cativando-nos e uma noite, após sairmos de uma atividade na casa de um casal, minha esposa e eu nos fizemos esta pergunta: "E se ficarmos em Taubaté, participado dessa luta maravilhosa que os membros da comunidade estão desenvolvendo?".
 
O carinho e o incentivo dos membros da Comunidade União foi fundamental para nossa decisão. Esse foi o ápice da sabedoria atingida como resultado dessas duas horas diárias de daimoku!
 
Foi nesse memento que acabamos com a ilusão de mudar para São Jose dos Campos, pensando como mortais comuns, e assumimos nossa missão de lutar pelo kossen-rufu em Taubaté.
 
A partir desse momento, passamos a orar, sentir e agir de acordo com nossa missão, como Bodhisattvas da Terra. Como Budas.
 
Até então, estávamos, inconscientemente, "Iutando" contra o Gohonzon. Arrogantes, sem perceber a mensagem do Gohonzon quando nos fez mudar para Taubaté. Quando reconhecemos e aceitamos nossa missão, nossas circunstâncias mudaram totalmente.
 
No dia 03 de julho saímos procurando uma casa para alugar na região da comunidade e achamos uma que pensávamos que podia reunir as condições determinadas por nós e que ficava perto de vários membros da BSGI.
 
No dia seguinte marcamos com a corretora da imobiliária para visitar a casa, no sábado 05 de julho.
Quando entramos na casa, uma decepção. A sala era muito pequena e não comportaria as atividades pelo kossen-­rufu.
 
A corretora nos falou que tinha pego as chaves de outras casas, mas que só tinha duas casas com as características exigidas (sala ampla, três quartos, um para nosso escritório, e uma edícula), porém com o valor de aluguel acima das nossas possibilidades.
 
A primeira casa visitada era perfeita.
 
Duas salas, três quartos, uma cozinha grande, um amplo terraço e nos fundos uma construção com um ambiente que era mais do dobro do nosso antigo escritório em São Paulo e mais um quarto e um banheiro. Tudo isso sem falar da churrasqueira e do fogão a lenha e dois amplos quintais, num dos principais bairros da cidade e próxima da maioria dos membros da comunidade!
 
Sinceramente, ultrapassava todas as nossas expectativas!
 
O valor do aluguel, quinhentos reais mais os impostos, também ultrapassava nossas atuais possibilidades. A corretora comentou que o proprietário não parecia muito disposto a negociar e que já tinha rejeitado outras propostas de negociação.
 
Respondi que conosco seria diferente, pois somos budistas e, através de nossa pratica, conseguimos conquistar todos nossos objetivos.
 
No dia seguinte, minha esposa leu na Nova Revolução Humana esta orientação de Ikeda Sensei:
 
"Quanto mais forte for nossa fé, maior será a proteção das forças budistas. No Gohonzon estão contidos o poder do Buda e da Lei. E os benefícios desses poderes são extraídos por meio de nossa fé e da nossa pratica. Isto é, dos poderes da fé e da pratica. 
 
Entretanto, existem pessoas que praticam, mas no fundo duvidam que seus objetivos sejam concretizados. Uma vez que oram com dúvidas, naturalmente nada se torna possível. O fator principal para produzir benefícios é a inabalável fé no Gohonzon, além da gratidão, sinceridade e determinação. Diante do poder benéfico do Gohonzon, seus pedidos ainda são pequenos. Por isso, empenhem-se ainda mais na pratica da fé e desfrutem grandes benefícios". (Brasil Seikyo no1706, 05 de julho de 2003, pag. A7)
 
Foi como se o Sensei nos falasse pare desafiar e concretizar nosso objetivo.
A partir desse dia, intensificamos nosso daimoku convictos de que a casa "era nossa". Agradecendo profundamente ao Gohonzon e ao Sensei por mais esse benefício e vendo a sala com nosso butsudan (oratório budista) e os membros da Comunidade União fazendo daimoku ali.
 
Não tínhamos nenhuma dúvida que conseguiriamos alugar a casa, pelo principio de simultaneidade de causa e efeito. Tínhamos feito a causa. Agora devíamos, através de nosso daimoku, fazer o efeito rnanifestar-se.
 
Determinamos que teríamos nossa casa até o dia 03 de agosto, aniversário da concessão do meu Gohonzon. (Também seria nosso singelo presente ao Sensei no mês do aniversario de sua conversão.
 
Durante a semana, achamos uma pessoa competente e de confiança para orçar as reformas necessárias.
No dia 14 de julho, apresentamos a imobiliária nossa contra-proposta que incluía as reformas necessárias, cujo valor seria abatido dos alugueis, e uma proposta de um valor do aluguel inferior ao solicitado pelo proprietário.
 
Passamos a orar também para que o proprietário agisse como um protetor budista, ajudando-nos a concretizar nosso objetivo em prol do kossen-rufu.
 
No dia 16, a corretora ligou comunicando que o proprietário concordava com as reformas e comprometia-se a realiza-­las ele mesmo. Por outro lado, concordava também em abaixar o valor do aluguel mas ainda acima da nossa contra­-proposta. Mas esse valor já se encaixava exatamente no limite das nossas possibilidades atuais.
 
Conversei com minha esposa e decidimos que tinha que ser do jeito que nós queríamos, caso contrario estávamos negando o poder do Buda e do Gohonzon, o poder de nossa fé e de nossa pratica.
 
Liguei para a imobiliária e falei que queria fazer uma nova proposta. Nos primeiros quatro meses, pagaríamos trezentos e cinqüenta reais mais os impostos. Nos quatro meses seguintes, compensaríamos a diferença e, a partir do nono mês passaríamos a pagar quatrocentos e cinqüenta reais mais os impostos.
 
Uma hora depois tivemos a concordância do proprietário!
 
Mas aprendemos a não ser negligentes. Não mais cometermos o erro de achar que a vitoria era nossa antes da hora. Nosso daimoku passou a ser direcionado para conseguir preencher os requisitos legais para alugar o imóvel.
 
Não tínhamos como comprovar a renda necessária. Nossos nomes não passariam, no momento, por uma pesquisa rigorosa para aprovar a transação. Não tínhamos fiador nem o dinheiro necessário para um deposito como garantia. Mas tínhamos absoluta certeza que superaríamos esses obstáculos.
 
Apresentamos meu pai, de 83 anos, como locatário, apesar de sua renda não alcançar, por pouco, o mínimo necessário. A mãe da minha esposa, que inicialmente manifestou que não seria nossa fiadora, um dia disse que queria ser nossa fiadora. Mas a renda dela não chegava nem a metade do exigido pela imobiliária. Acrescentamos um documento da contadora, baseado na declaração do imposto de renda, como complemento de renda.
O proprietário aceitou.
 
No dia 28 de julho o proprietário iniciou os consertos da casa. Nesse dia solicitamos a instalação de uma linha telefônica. No dia 30 passamos na casa para ver se tinham instalado o telefone. Para nossa surpresa, o proprietário estava dirigindo as obras, cuidando das mesmas como se fossem para sua própria casa, incluindo itens que não tínhamos solicitado. Agindo realmente como um protetor budista.
 
No dia 30 de julho retiramos o contrato para assinar e o entregamos no dia 1 de agosto.
 
 
Hoje, 05 de agosto, após as reformas estarem concluídas, pegamos as chaves e estaremos mudando nesta semana para o novo "castelo do kossen-rufu" de Taubaté, nossa casa.
 
No nosso daimoku definimos passo a passo cada detalhe, cada possível obstáculo que pudesse surgir, para supera-­los. Conversávamos e definíamos: "Agora vamos orar até concretizar este ponto". E assim, fomos avançando passo a passo, firmemente, mas sem queimar etapas.
 
E fomos vitoriosos em todos e cada um dos desafios.
 
Combinamos que somente após estarmos instalados começaríamos a direcionar nosso daimoku para o sucesso de nossa empresa, a Prema Marketing & Business, especializada em administração e marketing de clinicas medicas e hospitais.
 
Entretanto, a nossa boa sorte antecipava-se a toda hora. Enquanto estávamos resolvendo toda a parte burocrática para alugar a casa, "por acaso" iam surgindo, como do nada, pessoas que seríam fundamentais para o desenvolvimento da empresa.
 
Um dia, dirigindo-nos para o escritório de um contador, passamos por uma loja de uniformes para a área da saúde. Decidimos entrar para conhecer. Só tinha um cliente naquele momento, um medico. Enquanto falávamos com uma funcionaria da loja, explicando-lhe o motivo de nosso interesse, o medico identificou-se como diretor do principal hospital privado da cidade e prontificou-se para agendar uma entrevista com o presidente do mesmo, afirmando que estavam precisando de profissionais como a gente.
 
Um outro dia, saindo da imobiliária já no final do horário do almoço, decidimos comer numa lanchonete. A caminho da mesma, passamos por um pequeno restaurante que chamou nossa atenção pelo bom gosto na decoração e resolvemos almoçar lá. Decidimos comemorar a entrega da documentação. Após uma gostosa refeição, a proprietária, que tinha reparado que não éramos da cidade, veio conversar conosco. Contamos da casa que estávamos alugando e de nossa empresa. 
 
Para nossa surpresa, chamou seu marido, administrador da Santa Casa e descendente de uma família tradicional de médicos da cidade. Ele ficou muito interessado pelos serviços de nossa empresa e pediu para que, uma vez instalados, marcássemos uma reunião para estabelecer uma parceria.
 
 
Enquanto dialogávamos com o proprietário da casa que estamos alugando, descobrimos que nossas respectivas empresas tinham muito em comum, e uma mesma filosofia de trabalho, e alí mesmo, no meio das obras, estabelecemos uma parceria fundamental para a implantação de nossa empresa na região do Vale do Paraíba. E ainda nem tínhamos começado a orar pelo sucesso da nossa empresa!
 
Nosso próximo desafio era concretizar, no prazo de um ano, o objetivo do kofu e a inauguração do kaikan familiar, como gratidão pelos inúmeros benefícios recebidos.
 
Porém, o major benefício aconteceu no meu interior. O grande beneficio desta luta foi a profunda e radical revolução humana produzida na minha vida!
 
Agora tenho certeza absoluta que concretizarei meu objetivo para o dia 03 de maio de 2005, lançado em 1998.
 
Ariel Ricci
Membro da Comunidade Uniao - Taubate - SP
 
--------------------------------------------------------------------------------------

Relato espírita de um Budista.

 
A primeira parte do e-mail que recebí são idéias e a segunda um relato. Tanto o Wanderson como eu sabemos que esta é uma questão "delicada" de ser abordada ou de ser contada como relato, mas mesmo assim, ele me permitiu publicar no blog porque achamos que será interessante e esclarecedor para muitos.
 
O kardecismo realmente é fascinante. É considerado a ciência dos espíritos. De fato tem muito estudo e muitos relatos de verdades. Quem vive esta experiência não tem como contestar. É real. Existe. Mas não podemos deter todo conhecimento. Nem no kadercismo, nem no budismo, cristianismo, nem em religião nenhuma.
 
O que o budismo Nitiren Daishonin propõe, e que eu de fato entendo, é uma filosofia libertadora.
 
Liberta não disso ou daquilo, fatos corriqueiros da vida.... ele liberta você de todo apego mundano, toda ilusão maya. O mundo em que vivemos, esse email, essa tela de computador, a nossa casa, nossa sociedade, corpos, planeta, tudo quanto é matéria, tudo, tudo é ilusão. Não é um mundo real, a realidade tem outro significado, não é maior, nem menor, apenas existe em outra condição que não entendemos agora, podemos perceber a pontinha desse iceberg, mas há muitos mistérios.
 
O budismo Nitiren se preocupa com aquilo que é mais urgente
para cada um de nós.
 
Imagine um doente no leito de um hospital, agonizando. Ele toma os medicamentos de hora em hora, aplicam lhe soro e dão todos os cuidados necessários. Seria eficiente, mostrar para essa pessoa, nesse momento, as últimas descobertas da física, antropologia ou arqueologia?
 
Seria ideal ensinar um língua como o francês? É importante ele saber como andam as bolsas de valores do mundo e as relações políticas de cada país? Não. É óbvio. Todos esses assuntos têm grande importância para nosso mundo, para nós mesmo, quando perfeitamente sadios e na ativa, trabalhando e produzindo.
 
Nossas relações subjetivas são exatamente iguais. O capítulo Hoben do Sutra de Lótus, que recitamos todos os dias, diz exatamente isso. (você tem a tradução?)
 
Vivemos doentes, embriagados pela ilusão da matéria. Sofremos porque nos apegamos e temos desejos e emoções muito baixos. O budismo Nitiren propõe a chave de ouro para a entrada à iluminação.
 
Então, ainda que os espíritos se comuniquem, se deus existe, se é Lei mística, se há reencarnação ou isso ou aquilo não é assunto de urgência para nós moribundos.
 
Necessitamos de eficácia, tomar o remédio certo e urgente (Nam-myoho-rengue-kyo) para nos livrarmos das doenças do ódio, da fome, do inferno, da alegria, da calamidade, das promessas impermanentes de bem estar e vibrar na verdadeira vida de luz e riqueza que são os estados de Erudição, Absorção, Bodhisattva e Buda.
 
Acredito que isso não me impede, nem você de buscar conhecer os encantos do mundo, olhar atendo, crítico e desapegado.
 
O nosso Sensei empreende esforços recomendando para lermos mais de 100 obras de variados assuntos e autores. Então ao invés de estudarmos kadercismo, vamos estudar o cristianismo, o alcorão, as religiões pagãs, wicca, enfim, tudo pode ser visto, o budismo não proíbe nada, tudo é conhecimento .... no fim você irá entender, como eu entendi, e por isso abandonei o espiritismo, que o que vale é o caminho direto, os outros são longos e ilusórios atalhos, embora o destino seja o mesmo.
 
Eu entendo que a postura de busca sempre iluminará mais o budista. Eu estudo de tudo. Tarot, numerologia, religiões, runa , I Ching, teosofia, astrologia, e um punhado de outras coisas, mas permaneço sereno e fiel junto ao nosso grande mestre Sensei, pois tudo o resto é ilusão.
 
Espero de coração poder ter contribuído para sua reflexão. Não sou dono da verdade ninguém e nada é.
 
Parte II
 
Eu fui espírita kardecista por aproximadamente 15 anos.
 
Neste período me dediquei a estudar a doutrina. Li os livros dos espíritos, dos médiuns e o evangelho segundo o espiritismo, entre outros.
 
Fiz vários cursos: Curso de desenvolvimento mediúnico, curso de passes espirituais, curso de terapias espirituais....
 
Desenvolvi minhas muitas mediunidades: psicografia, psicofônia, desdobramento, clarividência, ouvia o mundo espiritual, pictografia, entre outros....
 
Trabalhava no centro assiduamente às segundas, terças, quintas e sábados.
 
Foi um período muito bom na minha vida. Aprendi muito. Foi lá que aprendi sobre a lei de causa e efeito, reencarnação e vida após a morte.
 
Na época que ouvia espíritos e me comunicava com eles não percebia nenhuma conduta de baixo estado de vida. Pelo contrário, vivia feliz e muito mais equilibrado antes mesmo de chegar lá no centro.
 
Com o kardecismo aprendi a administrar melhor minha sensibilidade e desenvolver minha autocura. Acrescentou em muito as técnicas de autopasses, por exemplo. Cheguei a ter bons amigos espirituais que me acalentavam muito, os bons espíritos me assistiam e me passavam mensagens que ajudou em muitos períodos de crise, cresci e realizei uma verdadeira reforma íntima no meu ser.
 
Quando fui convidado a ser budista (e dia 06/07/2011 fez três anos) pensei muito nessa mudança. Deveria haver um significado maior nesta religião que superasse minhas expectativas diante do espiritismo cristão.
 
Eu já estava cansado do cristianismo, acredito que a mensagem do Cristo, um verdadeiro Buda, foi totalmente deturpada e moldada às manipulações do clero interesseiro e egoísta. Nada tem haver hoje a Bíblia dos verdadeiros propósitos do Cristo. [opinião minha].
 
Eu já percebia também que o espiritismo passa uma mensagem subliminar de pedinte. Você é encorajado a se libertar de várias amarras karmicas, mas ao mesmo tempo, a essência da doutrina te põe aos pés de um deus superior, espíritos superiores, anjos, mentores, o qual você tem que pedir, pedir, pedir...
 
Lembro de várias orações que praticávamos, além das espontâneas: Pai nosso.... o pão nosso de cada dia DAI-NOS hoje.... Senhor, FAZEI-ME instrumento de vossa paz.... perdoe nossos pecados... dai nos a fé e a razão, dai nos a caridade pura.... dai... dai... dai..... peço perdão, perdoai, perdoai...
 
Entendi, tempos depois, que não devia pedir perdão por nada. Que não existe nada e ninguém superior. Somos todos iguais, veja a contradição cristã:
 
"Deus fez o homem a sua imagem". Oras, se você faz alguém a sua imagem, como pode ser superior a ela? Deus é deus.
 
Ainda somos dotados de fraquezas e mazelas, mas o cristianismo prega um deus fora de você, uma cura fora de você, uma felicidade fora de você, distante, vindoura, num lugar que não é esse, não está em você.
 
Os cristãos só fazem lamentar, pedir para que se retire o mal, para que cessem os sofrimentos..... "oramos ao senhor nosso deus para que haja paz no mundo, pedimos que nunca nos deixe sofrer, oramos para nos conduzir pela paz, pedimos sua benção, pedimos que me perdoe, pedimos, pedimos.
 
Descobri no budismo de Nitiren Daishonin que não devemos pedir nada nem a deus, nem a ninguém. Somos responsáveis exatamente por aquilo que temos.
 
Se minha vida vai mal, não é castigo, é consequência. Isso significa que fiz algo antes que desencadeou o que vivo agora. Se quero um futuro melhor, de paz, saúde, prosperidade, "benção" ou boa sorte. Ninguém vai me dar isso, ninguém mesmo.
 
Eu é que tenho que fazer causas positivas, desafiar meu karma, talvez de preguiça, talvez de reclamão, de intolerante, de vítima, de ódio, eu e somente eu, tenho o destino nas minhas mãos, eu vou mudá-lo, eu transformo meu karma, minha vida e meu mundo a partir de bons atos, bons pensamentos, boas atitudes, ou seja, com criação de novos valores efetivando uma verdadeira revolução humana na minha vida.
 
Como pode, por exemplo, você tratar bem as pessoas que convivem com você, com amor, respeito, valorização, dar bom dia as pessoas de seu bairro, comunidade e cidade. Honrar seu pai e sua mãe, tecendo o diálogo com eles, sendo verdadeiro. Sendo menos mesquinho e possessivo nos relacionamentos amorosos, sendo menos sovina com seu dinheiro, menos capitalista e materialista.... adotar o humanismo como padrão de vida, semear a paz, conduzir as pessoas ao verdadeiro estado de felicidade.... como.... como ainda assim, você vive em lamentação, doença e desgraça? Não.
 
A partir do momento que você muda, que você transforma seu karma, que você se responsabiliza pela sua vida, por tudo que vive nela, que você tem que mudar sua sorte, seu destino, ninguém, nenhum deus irá interferir.
 
Porque você encontrou a verdadeira felicidade, é realmente feliz, independentemente das condições, nada é problema ou sofrimento, tudo é boa sorte e oportunidade de evidenciar o verdadeiro buda que existe dentro de você. Evidenciar o Deus que mora em você. Evidenciar o paraíso prometido que está dentro de você, com você e agora.
 
Foi isso que aprendi no budismo e selei de fato minha conversão à essa maravilhosa doutrina, filosofia e religião. O budismo é algo realmente libertador e encorajador para fazermos de nossas vidas exatamente aquilo que desejamos, sem precisar intermediários.
 
Nam-myoho-rengue-kyo.
 
Estou aberto para novos diálogos, gosto muito.
 
Wanderson Nunes Ferreira
Converti-me em Corumbá/MS e sou filho dessa terra, de Jardim.
 
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------